A conclusão definitiva sobre a continuidade das empresas rurais é que a harmonia familiar vale tanto quanto a produtividade da terra, aponta Parajara Moraes Alves Junior. O protocolo familiar funciona como uma constituição privada que separa os interesses emocionais da gestão profissional da exploração agrícola. Sem regras claras de convivência e sucessão, o risco de fragmentação do património aumenta a cada geração.
O planeamento fiscal rural deve, por isso, caminhar lado a lado com a governação, para evitar que a carga fiscal da Reforma Tributária no agronegócio destrua o legado construído com esforço. Continue a leitura para compreender como profissionalizar a sua sucessão e garantir que a sua holding familiar rural seja um instrumento de união, e não de conflito.
Por que motivo o protocolo familiar é o escudo do agronegócio?
Para muitas famílias, a sucessão resume-se a um ato notarial, mas, na verdade, este processo é tanto cultural quanto administrativo. De acordo com Parajara Moraes Alves Junior, o protocolo familiar é um documento simultaneamente ético e jurídico, no qual os membros da família estabelecem como será feita a interação entre os familiares e a empresa rural.
O documento define regras sobre quem pode trabalhar na propriedade, a forma de distribuição dos lucros e quais os princípios inegociáveis para o grupo. Isto evita que questões familiares interfiram nas decisões estratégicas da colheita. A ausência de um acordo prévio provoca frequentemente disputas quando herdeiros que não trabalham na empresa exigem dividendos que a operação não consegue suportar.

Parajara Moraes Alves Junior

