O novo investimento aprovado pelo Governo integra Portugal num dos maiores projetos europeus de Inteligência Artificial e reforça a capacidade nacional de inovação, investigação e supercomputação.
Portugal deu mais um passo na estratégia de afirmação tecnológica europeia com a aprovação de um investimento de 15,6 milhões de euros, entre 2026 e 2028, para participar na BSC AI Factory, uma Fábrica Europeia de Inteligência Artificial desenvolvida em parceria com Espanha, Roménia e Turquia. A decisão foi formalizada através de uma Resolução do Conselho de Ministros e integra a Estratégia Digital Nacional, procurando reforçar a posição portuguesa na corrida europeia pela inovação em IA. (Diário da República)
Para muitos portugueses, a principal questão é clara: de que forma este investimento terá impacto na economia e no dia a dia? A resposta passa pelo reforço da investigação científica, pelo acesso nacional a infraestruturas de supercomputação de última geração, pelo apoio às empresas tecnológicas e pela criação de condições para desenvolver aplicações de Inteligência Artificial em português. O projeto deverá também aproximar universidades, centros de investigação, startups e Administração Pública, criando um ecossistema mais competitivo e alinhado com a estratégia digital da União Europeia. (Diário da República)
Portugal passa a integrar uma das maiores infraestruturas europeias de Inteligência Artificial
A participação portuguesa na BSC AI Factory representa muito mais do que um investimento financeiro. A infraestrutura será instalada em torno do supercomputador MareNostrum 5, localizado em Barcelona, considerado um dos mais avançados da Europa para computação científica e Inteligência Artificial. Através desta parceria internacional, Portugal terá acesso a capacidade computacional de elevado desempenho destinada ao treino de modelos de IA, desenvolvimento de aplicações inovadoras e apoio à investigação científica. (Tek Notícias)
Segundo a Resolução do Conselho de Ministros, o projeto concretiza duas medidas previstas na Agenda Nacional para a Inteligência Artificial: a implementação de uma Fábrica de IA em Portugal e a aquisição de capacidade de computação dedicada ao desenvolvimento desta tecnologia. Além da infraestrutura física e digital, o projeto prevê equipas especializadas, serviços de apoio às empresas e utilização de grandes conjuntos de dados europeus, permitindo acelerar a inovação nacional. Esta colaboração internacional pretende igualmente reduzir a dependência europeia de plataformas tecnológicas desenvolvidas fora da União Europeia. (Diário da República)
Como serão aplicados os 15,6 milhões de euros aprovados pelo Governo
O investimento aprovado divide-se em duas componentes principais. Cerca de 12 milhões de euros destinam-se à comparticipação portuguesa na expansão do supercomputador MareNostrum 5, permitindo aumentar significativamente a capacidade dedicada ao desenvolvimento de Inteligência Artificial. Os restantes 3,6 milhões de euros serão utilizados para assegurar o funcionamento operacional da Fábrica de IA entre 2026 e 2028, incluindo equipas técnicas, apoio às organizações participantes e serviços especializados. (Tek Notícias)
Grande parte deste financiamento será assegurada através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), enquanto a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) ficará responsável pela coordenação portuguesa do projeto, em articulação com o Centro Nacional de Computação Avançada. Paralelamente, o Governo aprovou ainda um investimento adicional destinado ao supercomputador português Deucalion, instalado em Guimarães, reforçando igualmente a capacidade nacional de computação científica. O objetivo passa por criar uma infraestrutura tecnológica capaz de responder às necessidades futuras da investigação, da indústria e dos serviços públicos digitais. (ECO)
Que benefícios poderá trazer este projeto para Portugal?
Os efeitos deste investimento deverão estender-se muito para além da comunidade científica. Empresas tecnológicas, startups e pequenas e médias empresas poderão beneficiar de acesso a recursos computacionais que, até agora, eram financeiramente inacessíveis para muitos projetos nacionais. Isso poderá acelerar o desenvolvimento de soluções nas áreas da saúde, indústria, energia, agricultura, mobilidade, cibersegurança e Administração Pública, contribuindo para aumentar a competitividade da economia portuguesa. (Diário da República)
Ao mesmo tempo, o projeto deverá estimular a criação de emprego altamente qualificado, reforçar a colaboração entre universidades e empresas e aumentar a capacidade de Portugal para participar em programas europeus de investigação e inovação. A integração na rede europeia de Fábricas de Inteligência Artificial coloca o país numa posição estratégica para acompanhar a rápida evolução tecnológica dos próximos anos, reforçando a soberania digital europeia e criando condições para que Portugal desenvolva soluções próprias em língua portuguesa. Para os cidadãos, isso poderá traduzir-se em serviços públicos mais eficientes, novas oportunidades profissionais e uma economia mais preparada para os desafios da transformação digital. (Diário da República)

